Conheça a Serra do Japi



Com 352 km² de área e ponto culminante com 1.250 metros de altitude, a Serra do Japi é uma linda obra da natureza formada pelo raro remanescente de Mata Atlântica no Interior do Estado de São Paulo. A riqueza de sua biodiversidade está diretamente relacionada ao fato de que a Serra do Japi se localiza em uma região de mata ciliar, ou seja, uma região de encontro de dois tipos de florestas: a Mata Atlântica característica da Serra do Mar e a Mata Atlântica do interior paulista, desta forma a Serra do Japi é uma área única e de beleza inigualável, que é considerada um dos patrimônios de nossa cidade.

Seu nome tem várias justificativas, como a semelhança com o canto de um pássaro (iapi, iapi), e o significado da palavra tupi-guarani iapy (nascente de rios). Por sua abundante quantidade de nascentes, cachoeiras, riachos, ou seja, sua riqueza hídrica a Serra mereceu a denominação de “Castelo de Águas” por parte de naturalistas europeus, segundo o Professor Aziz Nacib Ab’Saber. Este foi um dos aspectos considerados no processo de tombamento da Serra do Japi pelo CONDEPHAAT, além da existência de um mosaico de ecossistemas representativos em termos de flora e fauna, capaz de funcionar como espaço serrano regulador para a manutenção da qualidade de vida.

Sua área constitui-se de um conjunto de importantes acidentes topográficos e geológicos das Serras do Japi, Guaxinduva e Jaguacoara, compostos de diferentes rochas: quartzitos, granitos e gnaisses. Além de fazer parte de Jundiaí, a Serra faz divisa com mais três municípios: Cabreúva, Pirapora do Bom Jesus e Cajamar.

A Serra também é conhecida por sua diversidade biológica. Apesar da ação do homem por todos esses anos, ela ainda conserva exemplares raros em sua fauna e flora. É uma importante base de estudos de biólogos e cientistas e demanda grande esforço de preservação de suas raridades. Há mais de 650 espécies de borboletas, 29 de anfíbios, 19 de répteis, 31 de mamíferos, 216 de aves, além de insetos, aracnídeos, peixes, etc.

As diferenças de altitude, temperatura, umidade e solo encontrado na Serra do Japi contribuíram para a formação dos diferentes tipos de vegetação arbórea. As encostas e topos de morros fragilmente implantados funcionam como banco genético de vegetação tropical adaptada às áreas de solos ácidos e de baixa fertilidade natural, constituindo-se num importante refúgio para a fauna remanescente dos planaltos cristalinos interiores do Estado de São Paulo.

Devido à localização estratégica da Serra do Japi entre grandes metrópoles, como São Paulo e Campinas, e à sua proximidade com as principais rodovias do Estado, a Serra do Japi enfrenta atualmente pressões e ameaças como:
Expansão urbana e grande pressão imobiliária;
Parcelamentos irregulares do solo e implantação de loteamentos irregulares e clandestinos;
Extração mineral e vegetal; desmatamentos; Atividades de caça; Incêndios;
Atividades de lazer predatórias e incompatíveis com a preservação dos recursos naturais;
Cultos religiosos e Disposição inadequada de lixo.

Vários são os motivos para preservá-la: proteger sua rica e pouco conhecida biodiversidade, resguardar seus cursos d´água cristalinos – que poderão ser de grande valia para as gerações futuras -, por trazer uma paisagem única a nossa cidade, tornando-a mais harmônica e bela, por ser uma das raras florestas do mundo sobre solo quartzítico. Declarada pela UNESCO, em 1992, Reserva da Biosfera, conta com leis nas instâncias federal, estadual e municipal que regulamentam sua proteção como Área de Reserva e Proteção Ambiental. Não foi por acaso que a Serra do Japi foi escolhida pela comunidade jundiaiense como símbolo da cidade.

Existe hoje em Jundiaí o projeto “Nossa Serra”, com trilhas monitoradas para caminhada e passeios pela Serra do Japi.

https://serradojapi.jundiai.sp.gov.br/tag/projeto-nossa-serra/

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